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Brasil Crime hediondo

Filho suspeito de matar a mãe em Joinville deu festa após crime, diz polícia

Relação entre os dois era conflituosa, de acordo com depoimento dos familiares. Suspeito está preso.

10/01/2021 09h10
Por: Portal Noticiasdasuacidade.com Fonte: G1
Albertina Schmitz Tasca, de 71 anos, foi morta com o golpe mata-leão FOTO: REPRODUÇÃO / TV GLOBO
Albertina Schmitz Tasca, de 71 anos, foi morta com o golpe mata-leão FOTO: REPRODUÇÃO / TV GLOBO

O jovem suspeito de matar a própria mãe e esconder o corpo em Joinville, em Santa Catarina, recebeu amigos em casa para uma festa de confraternização após cometer o crime, segundo a polícia. Albertina Schmitz Tasca, de 71 anos, foi morta no dia 6. Segundo a polícia, o filho confessou o assassinato.

 

O corpo da vítima permaneceu na residência onde ela morava com o filho de 20 anos, suspeito do crime, durante quatro dias após ser assassinada. Ele está preso. A justiça converteu a prisão em flagrante dele em preventiva nesta quinta.

Investigação

Segundo o delegado responsável pelo caso, Roberto Patella Junior, o suspeito alegou não ter controlado uma explosão de raiva durante uma discussão com a mãe entre a noite de sexta (1º) para o sábado (2).

"No momento em que ela virou de costas, o filho deu um mata-leão nela", disse o delegado.Logo após, o suspeito teria colocado um lençol sobre a mulher e trancado a porta do quarto dela.

Conforme o depoimento de familiares da vítima, era comum ela trancar o cômodo sempre que saía de casa e até mesmo quando estava dentro da residência.

"Ela tinha medo dele [filho]", explicou o delegado. A mulher era divorciada e morava apenas com o filho. Além disso, segundo Patella Junior, os dois tinham uma convivência conflituosa e com muitas discussões.

Durante os quatro dias em que o corpo da vítima permaneceu no local, o jovem manteve uma rotina normal na casa, segundo imagens de câmeras de segurança de casas vizinhas analisadas pela investigação.

A polícia ainda disse que o suspeito levou cerca de cinco amigos para beber na residência no domingo. De acordo com o delegado, os amigos não sabiam que a mulher estava morta.

Suspeita de familiares

Por ter uma vida ativa em redes sociais e manter a comunicação frequente, familiares de Albertina desconfiaram do sumiço durante a semana.

Segundo o delegado, a filha mais velha chegou a perguntar ao irmão sobre o paradeiro da mãe, mas o jovem disse que não sabia.

Por volta das 11h de quarta (6), desconfiados, a filha e o marido resolveram voltar a casa. Eles chamaram um chaveiro para destrancar a porta do quarto e encontraram Albertina morta no banheiro do cômodo.

O jovem foi indiciado por feminicídio, com os agravantes de ter cometido o crime por motivo fútil e pelo fato da vítima ser idosa.

O suspeito também responderá por furto qualificado, porque vendeu dois aparelhos de TV da casa depois do crime. Ele está no Presídio Regional de Joinville.

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