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Saúde Tirando dúvidas

Imunologista esclarece dúvidas, orienta e derruba mitos envolvendo a pandemia

Médica pontuou que os adultos devem ter as vacinas regulares, como a de tétano, difteria, as de gripe, herpes zoster, entre outras, tomadas anualmente e, mesmo sem ser o público alvo ou grupo de risco, todo adulto deve ter o hábito de regularizar sempre o seu cartão de vacina.

17/05/2020 13h19
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Por: Portal Noticiasdasuacidade.com Fonte: Cada Minuto
Alergista Clarissa Tavares | Foto: Arquivo Pessoal
Alergista Clarissa Tavares | Foto: Arquivo Pessoal

A pandemia do novo Coronavírus mudou a rotina da população no mundo e em Alagoas. O aumento dos cuidados com a higienização das mãos e o uso de máscaras estão entre as medidas básicas e essenciais para evitar a contaminação e propagação da doença. No entanto, há quem defenda que a baixa imunidade também pode deixar a pessoa mais vulnerável à contaminação. Para esclarecer essa e outras dúvidas, o CadaMinuto conversou com a alergista e imunologista Clarissa Soares Tavares.

 

A médica explicou, logo a princípio, que não há pessoas com baixa imunidade. “Ou você tem a imunodeficiência ou você não tem. As imunodeficiências são doenças que as pessoas já nascem, já têm a genética porque o sistema imunológico é deficiente. Existem três partes do sistema imunológico: o celular, o de anticorpos e do complemento. Às vezes a pessoa nasce com deficiência dos três, que é praticamente incompatível com a vida, tem pessoas que só nascem com a deficiência dos anticorpos e todo mês repõem através da imunoglobulina. Teoricamente as pessoas que têm imunodeficiências têm a maior propensão de pegar qualquer doença e principalmente o novo Coronavírus”.

 

A especialista prosseguiu dizendo que as pessoas que têm imunodeficiência desde cedo apresentam alguns sinais repetidamente, como pneumonias, sinusites e infecções de pele e de outros órgãos. Ela frisa, no entanto que, pessoas que não têm hábitos saudáveis, que não têm uma boa alimentação, têm maior propensão de adoecer do que as pessoas que têm hábitos saudáveis.

 

Vacinas 

Outro ponto que tem levantado alguns questionamentos neste período de pandemia são as vacinas contra gripe e pneumonia, já que o novo Coronavírus pode comprometer os pulmões. Sobre esse assunto Clarissa falou que na realidade era para todo mundo se vacinar, mas, “no Brasil o pessoal esquece de vacinar os adultos, tendo a cultura de só se preocupar em vacinar as crianças”.

 

A médica pontuou que os adultos devem ter as vacinas regulares, como a de tétano, difteria, as de gripe, herpes zoster, entre outras, tomadas anualmente e, mesmo sem ser o público alvo ou grupo de risco, todo adulto deve ter o hábito de regularizar sempre o seu cartão de vacina.

 

Quanto à vacina para o novo Coronavírus, a alergista comentou que “existem vacinas que estão em fase de teste, e tudo leva a crer que no mais tardar entre seis e nove meses vai já vai sair essa vacina e ela vai entrar no calendário vacinal, como entrou a de H1N1 (gripe)”.                                                                                                                                   

 

Máscaras

 Enquanto a vacina não chega, o que podemos fazer quando formos à rua, ou a locais públicos, seguindo a determinação dos decretos estaduais e municipais, é usar máscaras. Quem optar pelas máscaras de tecido, no entanto, deve ter alguns cuidados simples, para que elas tenham eficácia.

 

Clarissa comentou que, se a pessoa quiser utilizar máscaras de tecido, o aconselhado é que tenha, pelo menos, umas quatro unidades e que seja feita a troca pela manhã, à tarde e à noite. “O ideal é trocar de três a quatro vezes ao dia”, disse.

 

Já para garantir a eficácia, a higienização das máscaras também é essencial e deve ser efetuada corretamente. A imunologista detalha que o recomendado é lavar com sabão e depois deixar de molho na água sanitária e quando secar, passar o ferro.

 

Sobre os boatos e as Fake News de que o uso das máscaras provaria doenças ou não seria eficaz na prevenção da contaminação pelo novo Coronavírus, a médica disse que, “as máscaras não provocam em hipótese nenhuma doenças, elas provocam se você não higienizá-las adequadamente, pois ficam acumulando as bactérias da sua própria respiração e da respiração das outras pessoas”.

 

“Acredito que, depois da pandemia muitos brasileiros vão ficar com o hábito de usar máscara, e que em algumas épocas do ano isso vai ser preciso. Como nessa época do início do inverno no Brasil, que aumentam os casos de H1N1”, concluiu a especialista.

 

Cuidados 

A diarista Maristela Gomes comentou que mesmo durante este período ela segue trabalhando, mas, todos os funcionários estão utilizando máscaras. “A empresa fez máscaras personalizadas e com diversas cores, e a cada período temos uma determina cor para usar, assim eles mantêm o controle que estamos fazendo as trocas adequadas”.

 

Ela disse que os funcionários também receberam recipientes para que depositem as máscaras e façam o acondicionamento adequado. “Quando chego em casa, lavo e sigo todas as recomendações, esse cuidado é para mim, para minha família e para todas as pessoas”, ressaltou.

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