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Saúde Tire suas dúvidas

Guia visual do coronavírus: tire suas dúvidas e saiba como prevenir

Conheça os sintomas, as formas de contágio e o que fazer para se proteger da doença

13/03/2020 13h27 Atualizada há 7 meses
Por: Portal Noticiasdasuacidade.com Fonte: O Globo
Coronavírus Foto: O Globo
Coronavírus Foto: O Globo

RIO — O surto de uma nova doença (nomeada Covid-19) provocada por um tipo inédito de coronavírus surgiu na cidade de Wuhan, megalópole da região central da China, em dezembro de 2019. Os coronavírus são vírus que causam infecções respiratórias como o resfriado comum. Variedades mais agressivas do vírus podem causar pneumonia e síndromes agudas, como a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Severa) e a MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio).

 

O novo coronavírus teve origem em Wuhan e foi transmitida para seres humanos através de animais silvestres. Foto: O Globo

 

 Sintomas

Embora existam casos assintomáticos, um estudo chinês apontou que os contaminados sofrem com alguns sintomas como febre, tosse, fadiga muscular e síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). A SDRA é um tipo de insuficiência respiratória que causa acúmulo de líquidos nos pulmões e redução dos níveis de oxigênio no sangue.

 

Principais sintomas do novo coronavírus Foto: O Globo

Outros sintomas como diarreia, tosse com sangue, dor de cabeça e dor de garganta ocorrem apenas em um pequeno número de pacientes.

 

Letalidade

Segundo pesquisa do Centro de Controle de Doenças da China, a doença evolui para casos "graves" em 14% dos casos, e "crítico" em 5%. Mas, em geral, o organismo elimina o patógeno e acaba se recuperando espontaneamente. A taxa de letalidade observada entre os primeiros 40 mil casos confirmados laboratorialmente foi de 2,3% — o mais comum é que as mortes ocorram entre idosos e pessoas com problemas prévios de saúde. A taxa de letalidade para pessoas com mais de 80 anos foi de 14,8% até agora, e nas pessoas de 70 a 79 anos foi de 8%.

 

Complicações e letalidade do novo coronavírus. Foto: O Globo

É possível pegar coronavírus e outra doença ao mesmo tempo?

Sim, é possível uma pessoa ter duas infecções ao mesmo tempo, apesar de não ser muito comum, como ocorreu com a morte de um homem de 35 anos, na Tailândia, por Covid-19 após ter sido testado positivo para dengue. A grande preocupação dos cientistas, porém, é o novo coronavírus infectar pessoas que possuem doenças crônicas debilitantes. Uma parcela razoável das mortes registradas foi entre pessoas com diabetes, problemas cardiovasculares ou doença respiratória crônica.

  

O que fazer se você voltou de algum país com muitos casos da doença?

Se você tiver febre, tosse ou dificuldade para respirar dentro de um período de até 14 dias após viagem a países com altas taxas de contaminação, procure a unidade de saúde mais próxima e informe a respeito da sua viagem. Os serviços de saúde seguirão um protocolo de manejo clínico que está sendo elaborado, revisado e adaptado pelo Ministério da Saúde, com base nas recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Como ocorre o contágio?

Entenda como o novo coronavírus é transmitido e os riscos envolvidos

Foto: O Globo

 

Uma diferença importante entre os vírus que causam gripe e o coronavírus é que este ainda não tem vacina. O foco é tratar os sintomas: repouso, hidratação e ventilação para os que tiverem complicações respiratórias. Ainda é cedo para saber se o novo vírus vai sofrer alguma mutação e evoluir para algo mais grave. No entanto, especialistas afirmam que alguns cuidados devem ser adotados pelas pessoas desde já, não só como forma de evitar a propagação do coronavírus mas também de outras doenças virais. Normalmente a contaminação ocorre pelo ar, por meio de gotículas expelidas na respiração e por contato direto ou indireto com secreções.

 

 Recomenda-se evitar contato com pessoas contaminadas, mas a transmissão também pode ocorrer durante o período de incubação do vírus, isto é, quando a pessoa está com o vírus, mas ainda não apresenta sintomas. O cálculo inicial estima que este período varia em torno de 2 a 14 dias, embora um cidadão chinês já tenha apresentado os sintomas após 27 dias. Especialistas acreditam que uma pessoa infectada pode transmitir o vírus, em média, para dois ou três indivíduos.

 

Quais as principais formas de prevenção?

O que você pode fazer e evitar para se proteger do vírus

Lavar a mão constantemente é uma das principais recomendações Foto: O Globo

 

Lavar as mãos frequentemente, sobretudo antes de consumir algum alimento, é a principal recomendação. É aconselhável também o uso do álcool gel de forma complementar. Utilize lenço descartável para higiene nasal, cubra nariz e boca quando espirrar ou tossir e evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca. Especialistas sugerem ainda cozinhar bem os alimentos, principalmente carnes e ovos, e orientar bem as crianças.

 

Recomendações gerais

Foto: O Globo

 

Foto: O Globo

 

 

Cuidados adicionais

Foto: O Globo

 

Foto: O Globo

  

Por que lavar a mão é tão importante?

Hábito simples, se feito corretamente e com frequência, é a melhor defesa contra o coronavírus

Foto: O Globo

 

A maior parte dos microorganismos não cresce nas mãos, mas é transportado por elas até boca, olhos e nariz. Segundo estudos, existem de 39 a 450 mil bactérias em um cm² na ponta do dedo.

Áreas das mãos com maior probabilidade de contaminação Foto: O Globo

 

Embora seja um procedimento básico de higiene, pouca gente lava as mãos de forma eficaz. Uma boa higienização demora, pelo menos, 20 segundos. Veja a seguir o passo a passo:

 

Foto: O Globo

 

 1 – Umedeça as mãos e pegue o sabão.

Foto: O Globo

 

 2 – Esfregue as palmas, uma contra a outra e também os dedos.

Foto: O Globo

 

 3 – Depois lave o dorso de cada uma das mãos e aproveite para esfregar entre os dedos.

Foto: O Globo

 

 4 – Com as mãos entrelaçadas, lave bem entre os dedos. Não esqueça de tirar os anéis.

Foto: O Globo

 

 5 – Com uma mão contra a outra, lave a parte interna dos dedos.

Foto: O Globo

 

 6 – Não esqueça dos dedões: rotacione a mão em cada um deles.

Foto: O Globo

 

7 – Para limpar as unhas e as pontas dos dedos, esfregue-os suavemente contra a palma da mão.

Foto: O Globo

 

 

8 – Enxague as mãos de maneira abundante.

Foto: O Globo

 

9 – Seque, de preferência, com papel toalha.

Foto: O Globo

 

 

10 – Use o mesmo papel para fechar a torneira, caso necessário. Evite encostar em superfícies sujas.

 

Unhas longas, anéis e até esmaltes devem ser evitados

Manter as unhas mais curtas e reduzir o uso de adornos, como anéis e pulseiras, ajuda a manter as mãos limpas por mais tempo. Quando o esmalte começa a sair é bom retirá-lo por completo, porque o craquelado vira ambiente acolhedor para microorganismos. Evite também unhas postiças e de gel.

 

Devo usar máscaras?

Máscaras podem ajudar na prevenção, mas o indicado não é usar deliberadamente

 

Foto: O Globo

 

O medo da epidemia do coronavírus gerou uma corrida pela máscara no Brasil. No entanto, a recomendação, neste momento, é que apenas profissionais de saúde, trabalhadores de aeroportos e portos que recebem pessoas de fora do país, e pacientes suspeitos no contato com outras pessoas utilizem máscaras.

 

Existem dois tipos de máscaras: as cirúrgicas e a N95. Foto: O Globo

 

A máscara cirúrgica comum, feita de tecido descartável, tem como objetivo primário evitar que o usuário contamine o ambiente. A N95, feita de microfibra sintética e materiais mais densos, é feita para evitar que o ambiente contamine o usuário.

 

As máscaras descartáveis têm período de proteção de duas a quatro horas. Depois desse tempo ficam úmidas e perdem a capacidade de barreira. Isto pode gerar uma falsa ideia de proteção, o que pode levar a menos cuidados com as medidas de prevenção e, claro, aumentar os riscos.

 

Fake news sobre o novo coronavírus

Notícias falsas e alarmistas estão circulando pela internet e a desinformação pode prejudicar o combate ao vírus

 

Foto: O Globo

 

Desde sua disseminação pelo noticiário, o coronavírus propagou uma onda de fake news relatando curas e ameaças inexistentes. O Ministério da Saúde criou um número de WhatsApp, (61) 99289-4640, para receber "informações virais" sobre coronavírus, que serão analisadas pelos técnicos da pasta. Desde o início da epidemia, foram recebidas 6.500 mensagens, das quais 90% eram relacionadas à nova doença. Dessas, 85% eram falsas.

 

Veja algumas das notícias falsas mais disseminadas:

 

Inseticidas podem transmitir coronavírus?

Circulam pela internet imagens de embalagens de inseticida com o ingrediente “Human Coronavirus” no rótulo. As fotos são falsas.

 

Chá de abacate com hortelã previne coronavírus?

Mensagens que citam remédios caseiros contra o vírus — chás, óleos, comidas — são das fake news mais disseminadas. Até o momento, não há nenhum medicamento específico, infusão, óleo essencial ou vacina que possa prevenir a infecção pelo coronavírus.

 

Na Tailândia, médicos conseguem curar a doença em um dia?

No início de fevereiro, meios de comunicação divulgaram que uma chinesa de 71 anos teria sido curada após receber um coquetel de antivirais. Não é verdade. Por enquanto, médicos não conhecem medicamentos, substâncias ou vitaminas que possam prevenir a infecção.

 

Autodiagnóstico pela respiração pode detectar a doença?

Outra mentira que circula on-line diz que o coronavírus deixa o pulmão “com pelo menos 50% de fibrose” e que, por isso, seria possível fazer um autodiagnóstico prendendo a respiração por dez segundos — quem o fizesse sem tossir ou sentir desconforto não estaria contaminado. É falso. O diagnóstico de coronavírus depende de exames hospitalares.

 

Produtos importados da China trazem o vírus?

Segundo o Ministério da Saúde, não há evidências de que os produtos enviados do país asiático tragam o patógeno. O vírus, segundo a pasta, não sobrevive mais de 24 horas fora do organismo humano ou de algum animal.

 

A estrutura do coronavírus é semelhante à do HIV?

Não há nenhum registro científico indicando inserções semelhantes ao vírus HIV no novo coronavírus e muito menos que o vírus foi criado em laboratório.

 

Estigma social em torno do coronavírus

As práticas para evitar associações negativas entre pessoas e a doença

 

Foto: O Globo

 

 Segundo a OMS, "estigma social é a associação negativa entre uma pessoa ou grupo de pessoas que compartilham certas características e uma doença específica. Em um surto, isso pode significar que as pessoas são rotuladas, estereotipadas, discriminadas, tratadas separadamente e/ou perdem status devido a um vínculo percebido com uma doença."

 

O estigma pode:

 

• Levar as pessoas a esconder a doença para evitar discriminação;

 Impedir que as pessoas procurem atendimento médico imediatamente;

 Desencorajá-las a adotar comportamentos saudáveis.

 

Veja algumas recomendações para fazer e evitar quando se fala da nova doença do coronavírus (COVID-19):

 

1.

Evite: vincular locais ou etnia à doença. Este não é um "vírus Wuhan", "vírus chinês" ou "vírus asiático". O nome oficial da doença foi escolhido deliberadamente para evitar a estigmatização: o "co" significa Corona, "vi" para vírus e "d" para doença, 19 é porque a doença surgiu em 2019

2.

Faça: fale com precisão sobre o risco da Covid-19, com base em dados científicos e nos últimos conselhos de órgãos oficiais de saúde

3.

Evite: repetir ou compartilhar rumores não confirmados e usar linguagem hiperbólica projetada para gerar medo, como "praga", "apocalipse" etc.

4.

Faça: fale positivamente e enfatize a eficácia das medidas de prevenção e tratamento. Para a maioria das pessoas, essa é uma doença superável. Existem etapas simples que todos podemos tomar para manter a nós mesmos, nossos entes queridos e os mais vulneráveis em segurança

5.

Evite: enfatizar ou se concentrar no negativo ou nas mensagens de ameaça. Precisamos trabalhar juntos para ajudar a manter os mais vulneráveis em segurança

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